Morfologia On-line

Verbo (Parte II)

Tempos Compostos

São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como verbo principal, qualquer verbo no particípio. São eles:

1) Pretérito Perfeito Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio, indicando fato que tem ocorrido com frequência ultimamente.

Eu tenho estudado demais ultimamente.

2) Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio, indicando desejo de que algo já tenha ocorrido.

Espero que você tenha estudado o suficiente, para conseguir a aprovação.

3) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples.

Eu já tinha estudado no Maxi, quando conheci Magali.

4) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples.

Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de cidade.

OBS.: perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A frase Se eu estudasse, aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido.

5) Futuro do Presente Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo.

Amanhã, quando o dia amanhecer, eu já terei partido.

6) Futuro do Pretérito Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo.

Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de cidade.

7) Futuro Composto do Subjuntivo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples.

Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km.

Quando você chegar à minha casa, telefonarei a Manuel.

Quando você chegar à minha casa, já terei telefonado a Manuel.

 

Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. No primeiro caso, esperarei “você” praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advérbio “já”. Assim, observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir:

Quando você tiver terminado o trabalho, telefonarei a Manuel.

Quando você tiver terminado o trabalho, já terei telefonado a Manuel.

 

8) Infinitivo Pessoal Composto:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio, indicando ação passada em relação ao momento da fala.

Para você ter comprado esse carro, necessitou de muito dinheiro.

 

Locuções Verbais

Outro tipo de conjugação composta – também chamada conjugação perifrástica – são as locuções verbais, constituídas de verbos auxiliares mais gerúndio ou infinitivo. São conjuntos de verbos que, numa frase, desempanham papel equivalente ao de um verbo único. Nessas locuções, o último verbo, chamado principal, surge sempre numa de suas formas nominais; as flexões de tempo, modo, número e pessoa ocorrem nos verbos auxiliares. Observe os exemplos:

Estou lendo o jornal.

Marta veio correndo: o noivo acabara de chegar.

Ninguém poderá sair antes do término da sessão.

 

A língua portuguesa apresenta uma grande variedade dessas locuções, conseguindo exprimir por meio delas os mais variados matizes de significado. Ser (estar, em algumas construções) é usado nas locuções verbais que exprimem a voz passiva analítica do verbo. Poder e dever são auxiliares que exprimem a potencialidade ou a necessidade de que determinado processo se realize ou não. Veja:

Pode ocorrer algo inesperado durante a festa.

Deve ocorrer algo inesperado durante a festa.

Outro auxiliar importante é querer, que exprime vontade, desejo.

Quero ver você hoje.

Também são largamente usados como auxiliares: começar a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se a, ir, vir e estar, todos ligados à noção de aspecto verbal.

 

Aspecto Verbal

No que se refere ao estudo de valor e emprego dos tempos verbais, é possível perceber diferenças entre o pretérito perfeito e o pretérito imperfeito do indicativo. A diferença entre esses tempos é uma diferença de aspecto, pois está ligada à duração do processo verbal. Observe:

Quando o vi, cumprimentei-o.

O aspecto é perfeito, pois o processo está concluído.

 

Quando o via cumprimentava-o.

O aspecto é imperfeito, pois o processo não tem limites claros, prolongando-se por período impreciso de tempo.

O presente do indicativo e o presente do subjuntivo apresentam aspecto imperfeito, pois não impõem precisos ao processo verbal:

Faço isso sempre.

É provável que ele faça isso sempre.

Já o pretérito mais-que-perfeito, como o próprio nome indica, apresenta aspecto perfeito em suas várias formas do indicativo e do subjuntivo, pois traduz processos já concluídos:

Quando atingimos o topo da montanha, encontramos a bandeira que ele fincara (ou havia fincado) dois dias antes.

Se tivéssemos chegado antes, teríamos conseguido fazer o exame.

Outra informação aspectual que a oposição entre o perfeito  e imperfeito pode fornecer diz respeito à localização do processo no tempo. Os tempos perfeitos podem ser usados para exprimir processos localizados nos ponto. Os tempos perfeitos podem ser usados para exprimir processos localizados num ponto preciso do tempo:

 

No momento em que o vi, acenei-lhe.

Tinha-o cumprimentado logo que o vira.

 

Já os tempos imperfeitos podem indicar processos freqüentes e repetidos:

Sempre que saía, trancava todas as portas. 

O aspecto permite a indicação de outros detalhes relacionados com a duração do processo verbal. Veja:

Tenho encontrado problemas em meu trabalho.

Esse tempo, conhecido como pretérito perfeito composto do indicativo, indica um processo repetido ou freqüente, que se prolonga até o presente.

Estou almoçando.

A forma composta pelo auxiliar estar seguido do gerúndio do verbo principal indica um processo que se prolonga. É largamente empregada na linguagem cotidiana, não só no presente, mas também em outros tempos (estava almoçando, estive almoçando, estarei almoçando, etc.).

OBS.: em Portugal, costuma-se utilizar o infinitivo precedido da preposição a em lugar do gerúndio.

Estou a almoçar.

 

Tudo estará resolvido quando ele chegar. / Tudo estaria resolvido quando ele chegasse.

As formas compostas: estará resolvido e estaria resolvido, conhecidas como futuro do presente e futuro do pretérito compostos do indicativo, exprimem processo concluído – é a idéia do aspecto perfeito – ao qual se acrescenta a noção de que os efeitos produzidos permanecem, uma vez realizada a ação.

Os animais noturnos terminaram de se recolher mal começou a raiar o dia.

Nas duas locuções destacadas, mais duas noções ligadas ao aspecto verbal: a indicação do término e do início do processo verbal.

Eles vinham chegando à proporção que nós íamos saindo. 

As locuções formadas com os auxiliares vir e ir exprimem processos que se prolongam.

Ele voltou a trabalhar depois de deixar de sonhar projetos irrealizáveis.

As locuções destacadas exprimem o início de um processo interrompido e a interrupção de outro, respectivamente.

 

Emprego do Infinitivo Impessoal e Pessoal

a)     Infinitivo Impessoal

Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. Assim, considera-se apenas o processo verbal.

Amar é sofrer.

O infinitivo pessoal, por sua vez, apresenta desinências de número e pessoa.

  - Eu
falar -es Tu
vender - Ele
partir -mos Nós
  -des Vós
  -em Eles

 

Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular ( cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase).

Para ler melhor, eu uso estes óculos. (1ª pessoa)
Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)

 

NOTE: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago, e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado, recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.

Observações importantes:

O infinitivo impessoal é usado:

1. Quando apresenta uma idéia vaga, genérica, sem se referir a um sujeito determinado;

Querer é poder.
Fumar prejudica a saúde.
É proibido colar cartazes neste muro.

 

2. Quando tiver o valor de Imperativo;

Soldados, marchar! (= Marchai!)


3. Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior;

Eles não têm o direito de gritar assim.
As meninas foram impedidas de participar do jogo.
Eu os convenci a aceitar.

No entanto, na voz passiva dos verbos “contentar“, “tomar” e “ouvir“, por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado.

Eram pessoas difíceis de serem contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados.
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.

 

4. Nas locuções verbais;

Queremos acordar bem cedo amanhã.
Eles não podiam reclamar do colégio.
Vamos pensar no seu caso.

 

5. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior;

Eles foram condenados a pagar pesadas multas.
Devemos sorrir ao invés de chorar.
Tenho ainda alguns livros por (para) publicar.

OBS: quando o infinitivo preposicionado, ou não, preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal.

Na esperança de sermos atendidos, muito lhe agradecemos.
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem futebol.
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos.
Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas crianças.

 

6. Com os verbos causativos “deixar”, “mandar”e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue;

Deixei-os sair cedo hoje.

 

7. Com os verbos sensitivos “ver”, “ouvir”, “sentir” e sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.

Vi-os entrar atrasados.
Ouvi-as dizer que não iriam à festa.

OBS.:

a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir“, “dizer“, “falar” e sinônimos;

Pediu para Carlos entrar. (errado)
Pediu para que Carlos entrasse. (errado)
Pediu que Carlos entrasse. (correto)

 

b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo, como na oração “Este trabalho é para eu fazer“, pede-se o emprego do pronome pessoal “eu“, que se revela, neste caso, como sujeito.

Aquele exercício era para eu corrigir.
Esta salada é para eu comer?
Ela me deu um relógio para eu consertar.

Atenção: em orações como “Esta carta é para mim!”, a preposição está ligada somente ao pronome, que deve se apresentar oblíquo tônico.

Infinitivo Pessoal

Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal, flexionando-se.

O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos:

1. Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso;

Se tu não perceberes isto…
Convém vocês irem primeiro.
O bom é sempre lembrarmos desta regra
(sujeito desinencial, sujeito implícito = nós)

 

2. Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal;

O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova.
Perdoo-te por me traíres.
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.

O guarda fez sinal para os motoristas pararem.

 

3. Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural);

Faço isso para não me acharem inútil.
Temos de agir assim para nos promoverem. Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta.

 

4. Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação;

Vi os alunos abraçarem-se alegremente.
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza.
Mandei as meninas olharem-se no espelho.

NOTA: Como se pode observar, a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo.

DICAS:

a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j“, esse “j” aparecerá em todas as outras formas.

Enferrujar: enferrujou, enferrujaria, enferrujem, enferrujarão, enferrujassem etc. (Lembre, contudo, que o substantivo ferrugem é grafado com “g”.)

Viajar: viajou, viajaria, viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo, não confundir com o substantivo viagem) viajarão, viajasses etc.

b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g“, como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo.

eu dirijo/ eu ajo

c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo.

- Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir.

- Elas parece mentirem = Neste exemplo ocorre, na verdade, um período composto. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”. Como desdobramento dessa reduzida, podemos ter a oração “Parece que elas mentem.”

 

Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as vozes verbais:

a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.

Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.

O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.

O menino feriu-se.

OBS.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade, como, por exemplo, na frase Os lutadores feriram-se (um ao outro).

 

Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

 

1- Voz Passiva Analítica

Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal.

A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.

OBS.: o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a preposição de.

A casa ficou cercada de soldados.

 

- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase.

A exposição será aberta amanhã.

 

- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação das frases seguintes:

a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
  O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
  O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
  O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

 

- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:

O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)

OBS.: é menos freqüente a construção da voz passiva analítica com outros verbos que podem eventualmente funcionar como auxiliares.

Por exemplo: A moça ficou marcada pela doença.

 

2- Voz Passiva Sintética

A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.

Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.

OBS.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

 

Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva

Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase.

Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa   Objeto Direto  

 

A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Passiva)
Sujeito da Passiva   Agente da Passiva  

 

Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.

- Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.

Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos mestres.

- Eu o acompanharei.

Ele será acompanhado por mim.

OBS.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente na passiva.

- Prejudicaram-me.
Fui prejudicado.

Saiba que:

1) Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos, são chamados neutros.

O vinho é bom.
Aqui chove muito.

 

2) Há formas passivas com sentido ativo:

É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)

 

3) Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:

Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)

 

4) Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o sujeito é paciente.

Chamo-me Luís.
Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Vacinaram-se contra a gripe.

 

Pronúncia Correta de Alguns Verbos

1) Nos verbos cujo radical termina em -ei, -eu, -oi, -ou, seguidos de consoante, é fechada a vogal base desses ditongos:

a)  Pronuncie ei (como na palavra lei):

aleijo, aleijas, aleija, aleijam, aleije, aleijem

abeiro-me, abeira-se, abeiram-se, abeire-se, abeira-te

enfeixo, enfeixas, enfeixa, enfeixe, enfeixam, enfeixem, enfeixes

inteiro, inteiras, inteira, inteiram, inteire, inteires, inteirem

b) Pronuncie eu (como na palavra deu):

endeuso, endeusas, endeusa, endeusam, endeuse, endeuses, endeusem

c) Pronuncie oi (como na palavra boi):

açoito, açoitas, açoita, açoitam, açoite, açoites, açoitem

foiço, foiças, foiça, foiçam, foice, foices, foicem

desmoito, desmoitas, desmoita, desmoitam, desmoite, desmoites, desmoitem

noivo, noivas, noiva, noivam, noive, noives, noivem.

d) Pronuncie ou ( como na palavra ouro):

afrouxo, afrouxas, afrouxa, afrouxam, afrouxe, afrouxes, afrouxem

roubo, roubas, rouba, roubam, roube, roubes, roubem

estouro, estouras, estoura, estouram, estoure, estoures, estourem

2) Nos verbos terminados em -ejar e -elhar, como despejar, almejar, arejar, velejar, pelejar, planejar, espelhar, aparelhar, semelhar, avermelhar, etc., o e tônico profere-se fechado:

despejo (ê), despejas(ê), despeja (ê), despejam (ê), despeje (ê), despejes (ê), despejem (ê)

espelho (ê), espelhas (ê), espelha (ê), espelham (ê), espelhe (ê), espelhes (ê), espelhem (ê)

 

3) Verbos como englobar, desposar, forçar, rogar, mofar, ensopar, escovar, estorvar, enroscar, rosnar, lograr, etc., têm o o aberto nas formas rizotônicas:

escovo (ó), escova (ó), escove (ó), desposa (ó), ensopa (ó), ensopam (ó), etc.

 

4) Na terminação -oem, a vogal o é:

a) fechada nos verbos finalizados em -oar:

voem, magoem, coem, doem (doar), soem (soar), abençoem, coroem, abotoem, etc.

b) aberta nos verbos terminados em -oer:

doem (doer), soem (soer), moem, roem, corroem, etc.

 

5) Nas três pessoas do singular e na 3ª do plural do presente do indicativo e do subjuntivo do verbo saudar, a vogal  u forma hiato e não ditongo:

saúdo (sa-ú-do), saúdas, saúda, saúdam

saúde (sa- ú-de), saúdes, saúde, saúdem

 

6) O u do dígrafo gu dos verbos distinguir e extinguir não soa. Pronuncie gue, gui como no verbo seguir:

segue, seguem, seguiu, seguiu

distingue, distinguem, distinguiu, extinguiu, etc.

 

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